Turbulência na General Shopping (gshp3)

Uma das maiores empresas brasileiras de Shopping Center e Outlets, a General Shopping (gshp3) está passando por um momento único no mercado, com grandes oscilações em seus papeis.

No final do ano passado, a companhia anunciou a distribuição de dividendos em um montante superior a 350% de seu valor de mercado: R$ 829 milhões, sendo R$ 207 milhões em dinheiro e o restante em fundo imobiliário a ser lançado.

Como esperado, a cotação do papel viria a subir bastante após o anúncio (164% já no dia seguinte). Porém, a notícia não parou por aí.

Diversos veículos de informações, passaram a noticiar que seus credores estariam contestando tal decisão, e estaria buscando a anulação desse pagamento. Diante dessa incerteza, a cotação tem oscilado muito nos últimos dias.

Em contato com o RI da empresa, fomos informados de que a companhia possui o valor a ser distribuído em sua reserva de lucros. Quantos aos shoppings cedidos ao FII, os mesmos continuarão como garantia de operações antigas. Sobre o processo dos credores, o RI disse que não comenta rumores.

Vejam o último comunicado sobre os detalhes sobre os dividendos da Companhia:

GENERAL SHOPPING E OUTLETS DO BRASIL S.A., companhia aberta com sede na Avenida Angélica, nº. 2.466, 24º andar, conjunto 241, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo (“Companhia”), vem, em complementação e retificação do fato relevante divulgado pela Companhia em 26 de dezembro de 2018 (“Primeiro FR”) e em cumprimento às disposições da Instrução CVM n°. 358/02, conforme alterada, informar aos seus acionistas e ao mercado em geral o quanto segue. Conforme informado no Primeiro FR, foi aprovada na reunião do Conselho de Administração da Companhia iniciada em 21 de dezembro de 2018 e concluída em 26 de dezembro de 2018 após suspensão dos trabalhos, ad referendum da assembleia geral da Companhia, a distribuição de dividendos aos acionistas da Companhia, no valor total de R$ 828.955.780,00 (oitocentos e vinte e oito milhões, novecentos e cinquenta e cinco mil, setecentos e oitenta reais), sendo: (a) o montante de R$ 207.238.945,00 (duzentos e sete milhões, duzentos e trinta e oito mil, novecentos e quarenta e cinco reais) a ser pago em dinheiro (“Parcela em Dinheiro”); e (b) o montante de R$ 621.716.835,00 (seiscentos e vinte e um milhões, setecentos e dezesseis mil, oitocentos e trinta e cinco reais) a ser pago in natura (“Parcela In Natura”), mediante a entrega de (i) cotas do Fundo de Investimento Imobiliário Top Center, inscrito no CNPJ/MF sob o n. 11.769.604/0001-13 (“FII”), ou (ii) debêntures perpétuas, a serem emitidas pela Companhia, que terão as características descritas no Primeiro FR (“Debêntures Perpétuas”).

 

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